quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Pessoa... Fernando... Fernando... Pessoa...

"Escrevo, triste, no meu quarto quieto, sozinho como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei. E penso se a minha voz, aparentemente tão pouca coisa, não encarna a substância de milhares de vozes, a fome de dizerem-se de milhares de vidas, a paciência de milhões de almas submissas como a minha ao destino quotidiano, ao sonho inútil, à esperança sem vestígios. Nestes momentos meu coração pulsa mais alto por minha consciência dele. Vivo mais porque vivo maior."

(Fragmento 6 do Livro do Desassossego)

Um comentário:

Joice disse...

Morê,
Que bom ver você escrevendo por aqui novamente!
Demorou mais saiu alguma coisa heim!
Acredito que esteja muito ocupado!
Bjin saudoso!