
Imaginem um final de semana com três brasileiros, dois franceses e um americano! Tinha tudo pra ser uma pequena Torre de Babel, mas quando se busca coisas em comum a comunicação flui, independente da língua ou da cultura.
Eu era um dos membros do time brasileiro, composto ainda pelas ninfas Cris e Ayalla; O time francês era composto por JB (residente na Guiana Francesa) e Félix (morador de Guadalupe, um paraíso tropical a oeste da França); Blake, nosso Novaiorquino, era o único representante do time americano.
Decidimos ir para Lençóis e tivemos que correr muito para não perdermos o ônibus, que já estava de saída quando chegamos na rodoviária (a vida com aventura é muito mais interessante! ...rsrs...). Não me lembro o nome do local onde nos hospedamos, mas minha primeira preocupação foi analisar o percurso e a distância até o centro pra ter noção se eu conseguiria chegar bêbado até lá (rsrs)... Ficamos hospedados em uma casa de família, que funciona (mais ou menos) como um albergue e é impossível definir o local: um sobrado pequeno, que quando você entra se pergunta como é que ali cabe tanta coisa! Os espaços foram bem divididos, mas os proprietários exageram um pouco na decoração, o que torna o lugar divertido e engraçado: paredes coloridas, pedras, cipós, galhos formando corrimões, imagens católicas, dividindo espaço com representações do Candomblé, uma verdadeira mistura de estilos, assim como o nosso grupo. Estávamos no local perfeito!
Depois de um delicioso almoço, um súbito desejo de dormir começou a nos perturbar e tivemos que ser fortes para resistir à tentação da cama que nos convidava macia e insinuante... Após toda a batalha com o sono e a preguiça, fomos para o Ribeirão do Meio, numa caminhada de aproximadamente quarenta minutos, que começou com o ritmo de quem havia perdido o combate. Por força maior tivemos que acelerar o passo (já estava tarde e as pessoas já estavam voltando do passeio)... Chegamos com o sol quase se pondo. A água estava gelada, daquele jeito que você pensa uma, duas, três mil vezes antes de entrar... Depois da dificuldade de entrar, tive dificuldade para sair! A tortura havia se tornado um prazer (não que eu seja sadomasoquista!)... (rsrs)... Pensei e repensei antes de tomar a iniciativa de descer o tobogã natural do Ribeirão, que estava com muita água. Pra ser sincero eu tremi na base! Parecia que não ia dar tempo de sentar e tinha a impressão de que a água ia me arrastar antes de estar preparado para a descida. A platéia aguardava ansiosa por um espetáculo ou uma bela queda, mas nada disso aconteceu... desci deslizando pelo grande lajedo, empurrado pela força da água, numa satisfação de quem havia conseguido enfrentar o medo! Já estava escurecendo quando resolvemos voltar e não sei de que forma teríamos conseguido, caso Félix não tivesse levado sua lanterna.
Após um bom cochilo (ninguém é de ferro!), nos equipamos com todas as armas possíveis para enfrentar a noite! Ah... a noite! O motivo principal da nossa ida a Lençóis... No início o meu corpo (cansado) não conseguia acompanhar minha mente (sedenta por curtição) e eu fiquei no meio da briga entre os dois, à espera de uma decisão, até que a mente, por meios alcoólicos, conseguiu vencer a batalha, reanimando o meu corpo... Aí foi só curtição e basta dizer que a noite tornou-se curta, mostrando ser realmente uma criança!...
Rsrsss... Nada mais a declarar!!!
Whebert Walace - Ula
Eu era um dos membros do time brasileiro, composto ainda pelas ninfas Cris e Ayalla; O time francês era composto por JB (residente na Guiana Francesa) e Félix (morador de Guadalupe, um paraíso tropical a oeste da França); Blake, nosso Novaiorquino, era o único representante do time americano.
Decidimos ir para Lençóis e tivemos que correr muito para não perdermos o ônibus, que já estava de saída quando chegamos na rodoviária (a vida com aventura é muito mais interessante! ...rsrs...). Não me lembro o nome do local onde nos hospedamos, mas minha primeira preocupação foi analisar o percurso e a distância até o centro pra ter noção se eu conseguiria chegar bêbado até lá (rsrs)... Ficamos hospedados em uma casa de família, que funciona (mais ou menos) como um albergue e é impossível definir o local: um sobrado pequeno, que quando você entra se pergunta como é que ali cabe tanta coisa! Os espaços foram bem divididos, mas os proprietários exageram um pouco na decoração, o que torna o lugar divertido e engraçado: paredes coloridas, pedras, cipós, galhos formando corrimões, imagens católicas, dividindo espaço com representações do Candomblé, uma verdadeira mistura de estilos, assim como o nosso grupo. Estávamos no local perfeito!
Depois de um delicioso almoço, um súbito desejo de dormir começou a nos perturbar e tivemos que ser fortes para resistir à tentação da cama que nos convidava macia e insinuante... Após toda a batalha com o sono e a preguiça, fomos para o Ribeirão do Meio, numa caminhada de aproximadamente quarenta minutos, que começou com o ritmo de quem havia perdido o combate. Por força maior tivemos que acelerar o passo (já estava tarde e as pessoas já estavam voltando do passeio)... Chegamos com o sol quase se pondo. A água estava gelada, daquele jeito que você pensa uma, duas, três mil vezes antes de entrar... Depois da dificuldade de entrar, tive dificuldade para sair! A tortura havia se tornado um prazer (não que eu seja sadomasoquista!)... (rsrs)... Pensei e repensei antes de tomar a iniciativa de descer o tobogã natural do Ribeirão, que estava com muita água. Pra ser sincero eu tremi na base! Parecia que não ia dar tempo de sentar e tinha a impressão de que a água ia me arrastar antes de estar preparado para a descida. A platéia aguardava ansiosa por um espetáculo ou uma bela queda, mas nada disso aconteceu... desci deslizando pelo grande lajedo, empurrado pela força da água, numa satisfação de quem havia conseguido enfrentar o medo! Já estava escurecendo quando resolvemos voltar e não sei de que forma teríamos conseguido, caso Félix não tivesse levado sua lanterna.
Após um bom cochilo (ninguém é de ferro!), nos equipamos com todas as armas possíveis para enfrentar a noite! Ah... a noite! O motivo principal da nossa ida a Lençóis... No início o meu corpo (cansado) não conseguia acompanhar minha mente (sedenta por curtição) e eu fiquei no meio da briga entre os dois, à espera de uma decisão, até que a mente, por meios alcoólicos, conseguiu vencer a batalha, reanimando o meu corpo... Aí foi só curtição e basta dizer que a noite tornou-se curta, mostrando ser realmente uma criança!...
Rsrsss... Nada mais a declarar!!!
Whebert Walace - Ula
2 comentários:
Muito delicioso ver transformado em palavras escritas a paixão e riqueza de detalhes que você sempre demonstra ao contar suas experiências... loucas experiências.
Aff... estou doida por uma conversa às 6 horas da manhã depois de uma ótima farra.
TE AMO!!
Ai! Morri! Sabe o que mais legal nesse coisa de blog? é que quem lê, se sente participando da vida de quem escreve! Adorei esse post! beijos!
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